“Sabores do Nordeste“

por Antônio Correa, Lucimar Adão, Sebastião Neto e Zeca Santos.

Rio de Janeiro recebe os irmãos do Nordeste de braços abertos, mas esse abraço não acaba com a saudade que seu povo carrega no coração. Uma saudade que tenta diminuir  e acalmar na  Centro de Tradições Nordestinas, também conhecido como Feira de São Cristóvão. Lá, seus sentimentos são traduzidos em memórias do gosto e cheiro da culinária, do som e remelexo do forró, nas cores e habilidades dos artesãos. Um cantinho do Nordeste na Cidade Maravilhosa para respirarmos essa cultura que também é nossa. E por essas razões foi lançada a exposição SERTÃO RIO.

Como nosso monitor falou a expo comemorativa está na Biblioteca Parque, no centro da cidade maravilhosa, mais precisamente ao lado da igreja de São Jorge. Como chegar? Fácil, de metrô saltar na estação Central, e atravesse a rua com cuidado no sinal. Ou de VLT, estação igreja de São Jorge.

Nordeste brasileiro,  sinônimo de pluralidade cultural, religiosa, política,  racial, cores e sabores, etc…  quando pensamos em Nordeste,  logo vem a ideia de sol, praias, forró, muita música,  são João,  comidas regadas a temperos,  frutos do mar, frutos da água doce, muito coco, caipirosca de suas frutas típicas,  falar de Nordeste é falar de lampião,  de pessoas fortes,  valentes , corajosas e resistentes ao sol tão presente o ano todo…  ser nordestino no Rio de Janeiro é aguçar a curiosidade nos cariocas, é ter seu sotaque imitado, é ser chamado de Paraíba e antes de tudo ser identificado como retirante  da seca, mas conseguimos dobrar essa primícia fazendo boas amizades, arrancar sorrisos com o bom tumor tipico, com a  musica, com a dança e com suas festividades natural, mas como viver no RJ sem nossos familiares e amigos de outrora?

Temos nosso centro de tradições nordestinas, carinhosamente chamada de feira dos Paraíbas e/ou feira de são Cristóvão,  cantinho acolhedor,  farto de todos  nossos costumes, tradições, alegrias abundante,  contos, cantos e danças,  eis que a saudade é comentada,  falada, sentida, porém amenizada em suas barraquinhas,  restaurantes, praças e palanques, é nos finais de semana que enchemos o peito de ar pra falar alto, cantar e  sentir orgulho do nosso Nordeste, assim é um nordestino vivendo, batalhando, lutando diáriamente no lindo Rio de Janeiro, que nos acolhe tão bem!

E no ritmo do cordel e nas letras que não são de Noel e sim do nosso pimpolho notável, foi definido bem a Feira de São Cristóvão.

A Feira

Sebastião Neto

´´Lugarzin’ de clima doce

Que repleto de lindura

Fez o Norte vir ao Sul

Com o povo de vida dura

E da amargura do passado

Nos mostraram a rapadura.

Do sertão de seca braba

Que do barro fez panela

Nessa feira vira história

Que se conta à capela

E no gogó do sanfoneiro

Que o povo bate canela.

Homenagem a Gonzaga

E a Jackson do Pandeiro

João do Vale vira palco

Para todo Sanfoneiro

No “esculêngo” e no tibungo

De algum trio bem faceiro.

Na praça dos Repentistas

Tem buchada e rela-bucho

Dão Jabá com Jerimum

Para o povo, sem nenhum luxo

Xenhenhém de pé descalço

E xaxado de machucho.

Malandro vira vaqueiro

E nordestino, carioca

No lugar que vende rede

E farinha de mandioca

Vendendo muito sorriso,

muita graça e fofoca.´´

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Todas as fotos e imagens usadas nessa matéria são do fotógrafo e nosso editor Zeca Santos.

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