2 anos sem festejos juninos

por: Antônio Correa, Daniel Azevedo, Sebastião neto, Valter Correa e Zeca Santos;

Eita!! Chegou o grande dia, 24 de junho,  dia do nascimento de João Batista,  data muito  celebrada no nosso  Nordeste, dia de São João, é uma festa cristã amplamente comemorada no mundo cristão.

imagem de divulgação

Época  de caprichar nas roupas de  xadrez colorido, usar acessórios de palha, ouvir, ver e dançar muita quadrilhas nos arraiás… (fotos de arquivo: Zeca Santos)

foto: Zeca Santos

Coincidências à parte muitas promessas são cumpridas com oração e devoção durante as Festas Juninas, pois a fé dos cristãos em Santo Antônio, São João e São Pedro se renovam. Mas, até quem não segue a religião pode aproveitar os festejos e caprichar nos pedidos e simpatias…. São os santos juninos: Santo Antônio, dia 13, ele é o padroeiro dos pobres e considerado o santo casamenteiro; São João Batista, em 24 de junho, é o protetor dos casados e enfermos, protegendo contra dor
de cabeça e de garganta; São Pedro, no dia 29, foi nomeado chaveiro do céu. É atribuída a ele a responsabilidade de fazer chover e mudar o clima.

Santo Antônio, São João e São Pedro são celebrados pelos católicos em junho (Reprodução/NE10 Interior)

Na culinária, época comer milho assado, milho cozido, pamonha, canjica,  manguzá,bolo de Milho, Canjica, Quentão. E muito mais… Deu até água na boca!!

Mungunzá cearence, comece com os ingredientes: 500 g milho canjiquinha, 500 g feijão de corda ou fava branca,3 calabresas, 2 paios, 200 g costela suína defumada, 300 g charque, 300 g bisteca ou lombo suino, a gosto cebola, a gosto coentro, a gosto tomate para o vinagrete. Como fazer:  colocar o milho de molho na água fria e deixar por 2 horas, reservar o feijão de corda na mesma quantidade do milho, cortar em rodelas o paio e a linguiça calabresa, cortar a costela defumada, a bisteca ou o lombo suíno e reservar,
cortar a charque em cubos, tirar o sal em água fervente, trocando a água no mínimo 3 vezes até tirar uma boa parte do sal, cortar a cebola e o coentro para usar durante a receita e após o prato pronto.
Pré-cozinhar o milho por 1h numa panela de pressão, em outra panela, colocar o milho pré cozido + o feijão cru + a costela + paio + calabresa + bisteca ou lombo suíno + calabresa, temperar com cebola e coentro a gosto (não coloque sal, pois os ingredientes defumados já possuem sal), fazer um vinagrete para acompanhar o prato na hora de servir.

fotos de arquivo: Zeca Santos

O Acaçá, ou Ecô é uma comida ritual do candomblé e da cozinha da Bahia. Feito com milho branco ou vermelho, que fica de molho em água de um dia para o outro, e deve ser depois passado em um moinho para formar a massa que será cozida em uma panela com água, sem parar de mexer, até ficar no ponto.

Quem nunca dançou um forró embalado na “Asa Branca” do Luiz Gonzaga – ” Quando olhei a terra ardendo com a fogueira de São João.Eu perguntei a Deus do céu, uai Por que tamanha judiação? …”. Ou  com rostinho coladinho, dançou  embalado  na “Morena Tropicana” do Alceu Valença  – “Da manga rosa quero gosto e o sumo. Melão maduro sapoti joá, Jaboticaba seu olhar noturno. Beijo travoso de umbú cajá Pele macia, é carne de caju, Saliva doce, doce mel, mel de urucú. Linda morena fruta de vez temporana, Caldo de cana caiana, Vem me desfrutar…“.

Os famosos Arraiás se reinventam nessa comemoração das festas juninas, com grupos reduzidos de usuários e protocolos de segurança. No Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos-SCFV no Lar São Domingos em Maceió, por exemplos, ocorreu atividades de desenho, resgate de memórias sobre as festas juninas. Além do lanchinho típico, através do pegue e leve para todas às famílias assistidas. (fotos: Valter Correa)

Resgatando tradições através das lembranças agitadas e saudosas das grandes aglomerações juninas, relembra nosso videomaker Daniel Azevedo, dos seus 14 anos…´´ O ano era 2013 , na Rua 4(Rocinha, zonz sul carioca, a maior favela da America Latina) eu escutava enquanto soltava pipas , o preparativo para a festa Junina da Fundação( Igreja de Nossa Senhora da Boa Viagem). A festa parava o morro sempre nas sextas e sábados com várias barraquinhas de doces , salgados, brincadeiras, diversas … Adorava quebrar pote e fazer a alegria da criançada que atacava as guloseimas, milho,canjica, pé de moleque…, e no centro vários amigos meus(alguns que até já morreram), dançavam quadrilha( que se ensaiava desde Abril)… Os ônibus passavam bem devagar pela estrada da Gávea pois a rua ficava lotada de pessoas que assistiam, milhares de motos buzinando… , época boa que a favela tinha liberdade..´´ (imagens de divulgação)

Você já imaginou subindo em um pau de sebo?

Nesse momento pandêmico nos resta fazer festa Junina em casa, com criatividade e precisamos tomar cuidado, pois pular fogueira pode queimar, soltar balão nem pensar e aglomerações só em pequenos grupos, no máximo 5 pessoas vacinados e com distanciamento social, máscaras, higienização nas mãos com muito álcool 70.

Mas dá uma saudade das aglomerações.  Afinal o nordeste movimentava milhões nesse período, com o turismo e shows que arrastam multidões,

foto de arquivo Zequinha Santos de arquivo

Infelizmente, devido a pandemia, segundo ano que não haverá os grandes festejos, arraiais e quadrilhas, porém o clima de festa ainda se mantém, cheio de simpatias para busca de proteção, dinheiro, conquistas, amores e muito mais. O importante é saber que as datas e Festas Juninas jamais serão esquecidas. Então, vamos, em casa, arrastar os móveis da sala, colocar um som de forró e  comemorar com toda animação, entusiasmo.

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O turismo perdeu muitos foliões, alguns conseguem se reinventar nesse período, que sem dúvidas tem sido muito difícil para todos. Nas Redes Sociais as vendas se intensificam, fomentadas pela beleza de matutos(as) estilizados(as) pelos novos tempos. A camisa xadrez guardada volta a moda e passam a decorar com alegria o visual nas lives e festinhas. E assim aos poucos a esperança por dias melhores se renovam com a expectativa de VACINA PARA TODOS!

A coluna agradece a participação do historiador carnavalesco Milton Cunha, do escritor e professor André Correia, dos amigos performáticos Jacques & Fideles, aos editores Antônio Correa, Daniel Azevedo Sebastião Neto e Valter Correa, que também nos enviou algumas fotos… E ainda ao grupo Mastruz com Leite pelo envio de seu clipe, imagens do nosso editor chefe Zeca Santos…. . (fotos de arquivo: Zeca Santos, figuras de divulgação)

A coluna faz 2 convites para assistir 2 lives: apresentação de um boi do Maranhão(leia no texto abaixo).

E uma apresentação baiana… Vale muito a pena assistir ambas.

E VIVA SÃO JOÃO! .

2 comentários sobre “2 anos sem festejos juninos

  1. Matéria trás uma saudade! A realidade fica cada dia mais intensa para o futuro dos nossas tradições. Qualidade de vida perde seu tempo… Obrigada, aqui sonhei um sonho das festas de Junho. Parabéns !

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