Niteroi é o campeão do carnaval carioca

por Antônio Correia, Daniel Azevedo, Lucimar Adão, Valter Freitas e Zeca Santos;

A cidade maravilhosa palco  de um dos maiores eventos do mundo quase, que por problemas governamentais ,fica sem seu Reinado de Momo.Mas, pela superação das agremiações, dos foliões que juntos conseguiram por seu carnaval nas ruas. Tanto nos blocos de rua, que se triplicaram quanto na avenida .Já que a tempos não se via um carnaval tão disputado e muito bem montado.

Nosso tão querido Carnaval não é só um período de folia e curtição,ele também tem lá seus lados didáticos. Uma real aula de história, como nos disse Martinho acima. Bata ver os enredos apresentados nesse ano.

Beija Flor, a azul e branco de Nilópolis, que teve como carnavalescos a dupla Cid Carvalho e Alexandre Louzada (que retornou a escola) percorreu as rotas do âmbar e da seda passando pelos caminhos marítimos até os tempos modernos com ruas já pavimentadas.

A escola, mesmo tendo vindo suntuosa como de costume ainda não se recuperou da saída do brilhante Laíla.

Estácio de Sá, o berço do samba, escola que subiu da série A no carnaval passado, não teve a tão esperada proteção de São Jorge e lamentavelmente retornou a série A. Foi a primeira escola a desfilar com um sambódromo ainda não tão cheio e não empolgou. Mesmo com a super mestra Rosa de Magalhães no comando. Uma pena para quem comemorava seus 50 anos de avenida.

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A escola apresentou  a exploração de minério, falou-se de rochas e suas utilidades.

Grande Rio, a tricolor de Duque de Caxias, escola com maior número de musas, resgatou Paola Oliveira como rainha de bateria, o último desfile da atriz como rainha tinha sido a 10 anos atrás.

A escola ainda resgatou aquela que também já foi rainha de bateria a 8 anos atras mais de outra escola, Adriana Bombom, veio como rainha da escola.

Os jovens carnavalescos Gabriel Haddad e Leonardo Bora, estrearam esse ano na escola e trouxeram um desfile impecável, que pregava o respeito entre todas as religiões.

A escola conseguiu o melhor resultado de sua história, o vice campeonato  no sistema desempate, mesmo tendo recebido Estandarte de Ouro como melhor escola.

A escola veio homenageando Joãozinho da Goméia, um tradicional pai de santo baiano

Cada escola dá um show,seja homenageando alguma personalidade importante ou lidando com assuntos pendentes do momento atual. Uma festa que além de contagiar, informa ,conscientiza e ensina. Por isso,seu valor é imensurável.

Mangueira, a verde rosa, veio defender seu título, trazendo um Jesus popular, favelado, de Mangueira, crescido no Buraco Quente. Empolgou em muito as arquibancadas, mas não cativou os juízes, não passando de um modesto sexto lugar.

Evelin Bastos, foi a única rainha de bateria que não veio sambando diante de seus súditos e sim veio numa romaria. E foi a sensação da galera.

´´O enredo veio como uma ópera popular em cinco atos´´, nos afirmou o carnavalesco Leandro Vieira, que veio brincando dentro da escola.

Dessa vez a voz do povo não foi a voz de Deus.

Mocidade, a verde e branco de Padre Miguel, contou a história da deusa diva , aquela que foi considerada a voz do milênio, Elza Soares. A comissão de frente da escola retratou muito bem a trajetória da diva.

A escola desde que perdeu seu patrono maior, Castor de Andrade, nunca mais voltou aos trilhos.

Elza Deusa Soares, no auge de seus 89 anos, estava visivelmente emocionada com a homenagem. Ela, que foi a primeira mulher a compor um samba pra escola e a primeira a vir como puxadora e também a primeira a vir a frente da bateria do saudoso mestre André.

Os sambas-enredo sempre trazem uma carga poética bem reflexiva em relação aos assuntos do tema escolhido,despertando críticas e muitas reflexões dos espectadores. Como veio a São Clemente, única escola da zona sul no grupo especial. Como também veio a União da Ilha do Governador, que mesmo com o grande Laíla e Cahê Rodrigues não conseguiu se manter no grupo especial.

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Portela, azul e branco de Madureira, mostrou a história dos índios, num desfile primoroso orquestrado pelo casal Lage Renato e Márcia.

A águia do abre alas deu a escola o Estandarte de Ouro em inovação, as asas dela mexiam brilhantemente. A movimentação feita foi desenvolvida pela galera de Parintins.

A Portela é a maior vitoriosa do carnaval carioca com 22 títulos.

Vila Isabel, outra azul e branco, veio contando a história do Brasil

Aline Riscado, o verão da cerveja Itaipava, estreou como rainha de bateria e segurou bem a onda. E provou ser pé quente, pois a bateria ganhou o Estandarte de Ouro. E na ala de passistas, a que vem antes da bateria , trouxe a remadora olímpica Luana Bartholo, que arrasou. Não sei porque ainda não se tornou Mulata do Góes.

A comissão da Vila deu um show, linda .

Sabrina Sato, veio como rainha da escola junto com o patrono Martinho da Vila e foram ovacionados ao entrar na avenida.

Salgueiro, ah o meu Salgueiro, a vermelho e branco da área da Tijuca, dessa vez passou na avenida sem empolgar o público.

Salgueiro homenageou Benjamim de Oliveira, o primeiro palhaço negro da nossa história.

Marcela, a porta bandeira recebeu seu 4*Estandarte de Ouro junto com seu parceiro Sidclay que conquistou seu terceiro, juntos somam 7. Casal perfeito, com um ballet de cisnes.

Vivi Araújo deu um show a frente  da furiosa, como sempre , só que agora sem seu tamborim.

Destaque no chão o bailarino e coreografo Carlinhos, como sempre comandando uma ala só de homens.

Unidos da Tijuca, a azul e amarelo e como símbolo seu pavão, teve seu samba escrito por Dudu Nobre, que esteve animadíssimo ao longo do desfile  pedindo garra aos componentes.

A comissão de frente era o confronto do moderno com Da Vinci.

Paulo Barros é o carnavalesco, que foi bem inovador, não evoluiu em nada e continua fazendo das mesmas formas que já não tem tanto impacto, tornando a escola monótona.

Todas as fotos, imagens usadas nessa matéria são da equipe TE VEJO AQUI com colaboração textual do nosso redator junior Sebastião Neto.

Teve a Paraíso do Tuiuti, que apenas passou pela avenida sem empolgar ninguém, até por que ninguém sabe o samba da escola. Perdeu o encanto de sua estreia.

Unidos do Viradouro, a vermelha e branca de Niteroi, foi a grande campeã num dos carnavais mais disputados dos últimos tempos, sendo sua vitória somente no desempate do último quesito. Muitos aplausos a familia Kalil que deu jeito na escola, a garra dos filhos de Araribóia, e a garra das mulheres brasileiras, isso que foi mostrado no enredo. Parabéns a todos os envolvidos.

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Carnaval essa festa popular, CONTRIBUI em muito com turismo, EMPREGA milhares de pessoas na sua produção, é muito DIDÁTICO, POÉTICO e CRÍTICO. Carnaval é do povo, como céu é do condor, como os peixes são das águas.

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