por Zeca Santos; Daniel Azevedo
Incorporei no atabaque do meu torrão Festa de ostentação ao poder da negritude Dilacerei as vestes da servidão Meu corpo foi invasão, fetiche da branquitude Incorporei no atabaque do meu torrão Festa de ostentação ao poder da negritude Dilacerei as vestes da servidão Meu corpo foi invasão, fetiche da branquitude…. Nas lentes de outros olhos. O foco na nossa verdade é menor Tal qual a trama da atriz Que encenou , de uma vida, um capítulo só… Eu que já fui outras Xicas Refaço o roteiro no chão que me fez triunfar,… Gira, desce o morro meu salgueiro Meu quilombo pioneiro Renasci nesse Gongá! Firma axé na segunda-feira É macumba a noite inteira, Saraá, Alafiá… Mãe, guardiã fruto do Afã…. De um ventre escravo e um senhor nobre… Matriz, mecena de toda arte.. Que leva em seu estandarte A simples audácia do amor Louvai, Brasil! A filha de Orun despertou! LAROYÊ! XICA DA SILVA! LAROYÈ È MOJUBÁ! Toda mulher tem direito à própria história… Meu salgueiro é a memória Que eu voltei pra consagrar LAROYÊ! XICA DA SILVA! LAROYÈ È MOJUBÁ! Toda mulher tem direito à própria história…Meu salgueiro é a memória Que eu voltei pra consagrar Arreda, homem que essa preta vai girar Meu tambor vai ecoar em resistência Evoco as, divas, marias, as baianas Depravadas, puritanas, pra clamar nossa insolência! Exu comanda esse terreiro Eis aqui o verdadeiro nome de sinhá Francisca, mãe da encruzilhada, rosa indomada Deusa da rua! Na procissão da academia, negra fidalguia se perpetua Incorporei no atabaque do meu torrão Festa de ostentação ao poder da negritude DIncorporei no atabaque do meu torrão Festa de ostentação ao poder da negritude Dilacerei as vestes da servidão Meu corpo foi invasão, fetiche da branquitude Incorporei no atabaque do meu torrão Festa de ostentação ao poder da negritude ilacerei as vestes da servidão Meu corpo foi invasão, fetiche da branquitude
