por Zeca Santos, Lucimar Adão, Sebastião Neto, Paulo Alcântara
…´´Capelinha de melão é de São joão é de cravo é de rosa é de manjericõ…´´Quem nunca ouviu esses versos de uma canção antiga de autoria da dupla João de Barros & Adalberto Ribeiro? Normalmente na época de escola onde todos eram obrigados a dançar quadrilha antes de entramos de férias de meio de ano.



Pois é,não é só nas escolas que se comemora São João e os outros Santos juninos. não se assustem, os festejos juninos, bem como o carnaval, são festas religiosas. As festas juninas,surgiram no período pré-gregoriano na Europa, como uma festa pagã que comemorava a fertilidade da terra e as boas colheitas. Essa festa sempre acontecia durante o solstício de verão, que acontecia no dia 24 de Junho. E foram trazidas para o Brasil pelos portugueses durante a colonização(século XVI). E foi na cidade maravilhosa,em função da presença da corte imperial, o 1*lugar onde se dançou quadrilha( dança típica da corte francesa).
Nossas editorias viajaram Brasil a fora acompanhando os festejos. Tudo começou no Maranhão quando a temporada de festejos na Festa do Divino, típica da Ilha de Alcântara, quando se ergue o mastro do Divino Espírito Santo. e se dança o Cacuriá(uma dança bem sensual bem brasileira uma mistura do samba, carimbó e da lambada com trejeitos do ballet clássico)
Então fomos conhecer a parte religiosa que antecipa a dança. Realmente a nossa cultura é muito rica, e merece ser preservada e difundida.



…´´Depois de mim,vem aquele que é mais forte do que eu. Eu nem sou digno de, abaixando-me, desatar a correia de suas sandálias. Eu,vos batizeicom água. Ele vos batizará com o Espírito Santo…´´(São João Batista)



…´´Cordeiro de Deus, tira os pecados do mundo...´´(SJB), Livrai nos do pecado! Por isso dançamos cacuriá.






Saímos do Maranhão, onde os festejos terminam só no final de Julho, é dado como sendo o maior festejo domundo(dado pelos Guinnes Book). E chegamos na Bahia e conversamos com com ídolos do carnaval baiano sobre a relação com os festejos junnos. E aprendemos que na terra do axé também tem quadrilhas.


















Da Bahia , visitamos seu vizinho Sergipe, terra dos meus ancestrais maternos, e descobrimos que pelos povoados sergipanos a cultura dos fogos de artifícios e dos forros é muito forte. Existem forródromos, arraiais além de locais específicos para se soltar fogos.









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Nesses povoados sergipanos ainda se encontra concursos de melhor bebida típica, melhor comida típica. Muito legal isso que se valoriza as quituteiras locais. Em Estância/SE, por exemplo o melhor licor foi o de Jenipapo feito por Dona Marialva. Enquanto Dona Sula ganhou com sua cocada Modinha.



Nesse povoado também tem um patrimônio da cultura brasileira, o tradicional BARCO DE FOGO, que fora criado por um personagem da cidade, que por acaso foi um oficial de Marinha e ele era surdo. Inclusive o arraiá da cidade leva o nome dele.




Mesmo sendo uma tradição na cidade os fogos de artifícios, achamos muito arriscado pois até as crianças pequenas brincam com todos os tipos de fogos, e nada como os inocentes estalinhos.






No mundo junino bem como na cultura nordestina encontramos instrumentos musicais própios para os rítmos bem dançantes que fervem nos arraiais. Como triângulo, zabumba e a sanfona. Todos que foram mundialmente difundidos pelo grande mestre Luiz Gonzaga.
Já nos povoados de Indiaroba/SE e Preguisa/SE o forró come solto, e na entrada da cidade é erguido o mastro do Divino(como no Maranhão).




















E em Indiaroba/SE descobrimos que a melhor iguaria do festival junino é a empada de aratu, que também é patrimônio gastronômico do estado.
Você veja que a cultura junina é muito mais amplo que se imagina que envolve gastronomia(com bebidas e comidas)onde se usa muito milho, amendoim, tapioca muita cachaça e licores de frutas típicas, artesanato usando muita palha, muito barro, envolve o mundo fashion que usa muita renda, muita cor,missangas fitas,couro que também se faz instrumentos musicais. Lembre sempre que todas endumentárias (vestimentas ou trajes)são feitos por cada dançarino, ou quadrilheiro manualmente num verdadeiro trabalho artesanal magnífico. Ai sim podemos dizer cada peça é filha única de mãe solteira. Peças lindas que nada tem a ver com o quadriculado que nos foi imposto aqui no sudeste.















E ainda temos a confecções de perfumes para deixar os cancotes bem cheirosos já que os forrozeiros batem coxas cafungando os cangotes. Não é a toa que os nordestinos tem como gíria de despedida …um cheiro…
De volta ao Rio de Janeiro, descobrimos que o forró também é forte por aqui.


Nas comunidades, onde a presença das igrejas é muito forte ainda se realizam quermeses, onde famílias inteiras participam e ajudam nas feitorias de quitudes e brincadeiras e a grana arrecadada vão para própria igreja ou para algum morador com mais necessidade. E como os festejos ocorrem no período de férias escolares(junho/julho)ainda ocorre festivais de pipas.



Vocês sabiam que no estado do Rio existem 10 federações de dança de quadrilhas? E que cada federação organiza seu concurso da onde sai uma quadrilha vencedora? E que todos os vencedores de suas federaçãoes vem para cidade maravilhosa disputar o Campeonato estadual? Quem diria que a cidade do carnaval também é das quadrilhas juninas. E vocês sabiam que o mundo junino se cruza com o mundo do carnaval? Então veja o que Bruno Teté, passista da Império Serrano e diretor cultural da APASB é também presidente de honra de uma das federações mais tradicionais de dança de quadrilha a LIQUERJ nos explicou.






Como nos desfiles das escolas de samba, nas apresentações de quadrilhas também tem tempo de apresentação e quesitos a serem julgados por uma banca de jurados.
Existem diferenças até na fal entre carnaval e quadrilhas: desfile é apresentação, fantasia é endumentaria, enredo é tema, nas quadrilhas existe um narrador, a apresentação é circular po casais diferente do desfile que é linear em alas. Passistas são dançarinos.






Os temas são escolhidos ao leo pelas próprias quadrilhas, e se assemelham a árias de óperas, uns bem confusos outros mais simples. E ao final de cada apresentação a banca julgadora já premia os melhores dançarinos( o casal que se destacou)
























A final do estadual de dança de quadrilhas aconteceu na área de lazer da Vila Militar do Exército brasileiro, suburbio carioca, e falamos com o comandante, que já decretou que o Campeonato Brasileiro de 2024 será ali mesmo.




Como no samba, também temos os baluartes de quadrilha. Fomos apresentados a ele que é considerado o melhor noivo que já se apresentou nos concursos.
Todas as fotos usadas nessa matéria são do fotógrafo e nosso editor Zeca Santos e as imagens de Daniel Azevedo.



Tivemos 11 finalistas(sendo 10 campeãs de suas federações e 1 convidada). E o concurso foi disputado em dois dias. Além de shows durante os intervalos, brincadeiras e quermece. Tendo sido lotado os dois dias.
Primeiro dia tivemos: Quadrilha Zé Buscapé, Quadrilha Arrasta pé, Forrozão Junino, Chega Mais de Campo Grande, Junina é o Fervo e Junina Show.






Ao final do primeiro dia a LIQUERJ(liga das quadrilhas do estado do Rio de Janeiro) homenageou diversas personalidades do mundo junino, entre políticos, pesquisadores, quadrilheiros. E o melhor da história que um dos integrantes da família TE VEJO AQUI também recebeu a honraria máxima que é o título de CIDADÃO JUNINO. O que muito nos honra.










Muitos aplausos ao nosso cronista Paulo Alcântara, o mais novo Cidadão Junino, título que recebeu junto com a Sra. Secretária de Cultura do estado. Muito legal.
No segundo dia tivemos: Junina Agito, Geração de Ouro, Raio de Sol, Show de Ramos e Forrobodó. E a consagração da Forrozão que nos apresentou o tema ELZA SOARES.












…´´As quadrilhas de concurso são um espetáculo que redimensiona a visão original e simples das quadrilhas que vemos nas escolas, nas festas do bairro, da igreja… dos momentos improvisados de uma resenha em que,de repente, se puxa uma sequência de passos, já tão conhecidos popularmente. Há espaço para erros porque com poucos ensaios, ou nenhum, a diversão está garantida. É diferente!….
… A final das quadrilhas da LIQUERJ mostrou muito entusiasmo, esforço e, sem dúvida, muito ensaio para chegar até ali. É um momento de glória e glamour traduzido em roupas brilhosas e elegantes dos componentes de cada quadrilha. Todos lindos para defender seu tema , sua evolução com muita garra, movimentando diferentes corpos no compasso de músicas que exigem giros, passos ágeis e sincronia. Das mais simples às mais preparadas, o sorriso no rosto não deixou de estar presente e isso contagia. É, como disse, diferente! Mas, assim como os meninos e meninas lá da festa junina da escola, as quadrilhas que se apresentaram trazem a importância desta manifestação cultural e de sua capacidade de se renovar, sem perder sua essência....´´ (Lucimar Adão)
E no dia 31 de julho deu-se o encerramento dos festejos juninos, exatamente quando se encerra as férias escolares do país todo e se você leitor seguidor e fã lembra como começou lá na ilha de Alcântara no estado do Maranhão, com a Festa do Divino, e com a subida do mastro do Divino Espírito Santo. Pois é no encerramento, baixa-se o mastro, tem novamente todas as danças(cacuriá, bumba meu boi, tambor de crioula) e encerrando com a Ladainha do Divino e a troca dos tronos, como fora explicado acima por Dona Maria de Fátima a tutora do Divino.
E na cidade maravilhosa, descobrimos um núcleo Pequeno Maranhão, na Ilha do Governador, mais especificamente na sede do Clube dos Sargentos e Sub Oficiais da Aeronautica que mantém todas as tradições do estado. E claro que fomos lá conferir.
















…´´Viver a experiência de contemplar a religiosidade de forma tão festiva é algo que merece ser observado com respeito e admiração. A cultura de um povo se mantém na medida em que as pessoas se nutrem dela e a Festa do Divino comprova isso.
O boi, com suas origens indígenas, movimentando-se em meio aos sons tão peculiares, foi lindo de se ver. Assim como o tambor de crioula pulsante nas saias rodadas de suas dançarinas que despertam na gente emoção e vontade de fazer parte. Tudo isso , num pedacinho do Rio de Janeiro! Essas resistências culturais nos dão a certeza de uma brasilidade mantida por pessoas que acreditam que viver é luta, mas também é fé e alegria.´´(Lucimar Adão)






A coluna agradece em muito aos convites para os festejos, as participações dos prefeitos Srs.:Disson e Adnaldo, dos artistas:Katileni,Zé Kaliba, Maira Ramos, Portella Açucar, Veko Aráujo, Diparéia, Elton Mota,Vitinho Soares, Graça do Ilê Aye, do professor André Moreira, do Sr. General Eduardo, Dona Maria Eduarda, Dona Sula,ao presidente da associação dos foqueteiros, da Sra. Sued Haidar e todos os quadrilheiros maravilhosos. O nosso muito obrigado
…“Os festejos juninos são muitos e cada um com a sua característica regional, bumba meu boi, boi-bumbá, dança das fitas no sul e dança de quadrilha em alguns Estados.…
…Oriunda da dança minueto dançada nos salões da corte nos séculos passados, chegou ao Brasil mais precisamente no Rio de Janeiro com a vinda da família real no século XIX(mais precisamente 8 de março de 1808),…
…e ganhou força ao ser representado de forma jocosa pelos menos favorecidos e se firmou com muita força nas brincadeiras familiares principalmente nos vilarejos e regiões agrícolas por agora fazer parte de uma das principais danças comemorativas do mês de junho,…
… periodo das safras, das colheitas, do solstício de inverno, onde celebramos a festa de São João, os festejos “joaninos” que com o tempo passou a ser chamado de “junino”, e que detalhe, não importa em qual mês se dance quadrilha, ela, a festa permanecara se chamando de junina e nunca julina ou Agostinho, pois o junino não vem domes de junho, mas sim do nome do Santo João Batista.(Paulo Alacântara)
Chegado ao fim dos festejos juninos e já estamos anciosos para os festejos de 2024.




