por Zeca Santos; Lucimar Adão
A grande homenageada pela Império Serrano, a imortal pela ABL(Academia Brasileira de Letras) a escritora Conceição Evaristo, dias antes de seu desfile oficial transformou a quadra de sua escola de coração numa modesta livraria.
A escritora disponibilizou um total de 900 exemplares entre diversos títulos selecionados carinhosamente e pôs a venda por um preço módico de R$15,00, limitando a venda de 1 exemplar por cpf. E a grande surpresa foram todos vendidos.
E o melhor desse projeto, além de criar o hábito de leitura na comunidade, o dinheiro todo arrecadado tem destino certo. Direto para a Escola Mirim do Império, o Império do Futuro. Que é considerada a primeira escola de samba mirim, criada em 1983, fundada e presidida pelo baluarte Arandir Cardoso, o querido Careca! Careca, tem uma trajetória marcante no nosso Reizinho. Foi um dos criadores da lendária Ala Sente o Drama e brilhou como grande passista.



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Com uma organização cerrada todos tinha que entrar na fila que dava voltas dentro da quadra. Os imperianos chegavam para buscar sua fantasia e entravam na fila para conseguir um exemplar. Até nós da imprensa e os integrantes da velha guarda e da bateria tinham que entrar na fila. Enquanto esperávamos a nossa vez, íamos conhecendo alguns imperianos.
Todas as fotos usadas nessa matéria são do fotógrafo e nosso editor Zeca Santos e as imagens do cinegrafista Daniel Azevedo.



A fantasia da velha guarda, para o carnaval 26, lembra o fardão dos imortais literários, o mesmo usado pela grande homenageada nas cerimônias da ABL, claro que as cores são trocadas. Mas, para o Império Serrano, é o verde e branco.



´´Ponciá Evaristo, Flor do Mulungu´´
Sou eu, a Flor do Mulungu
Brilham os olhos d’Água!
Orayeyê! É de Mamãe Oxum!
Sou Ponciá Consagrada
Entregue às palavras
E ao axé das ancestrais
Se tempos atrás
Ecoavam vozes do porão
Hoje reescrevo a história
Poesia a despertar nas pretas mãos
Nos becos da minha memória
Meu verbo é ouro de aluvião
Meu verso é barro de artesão
Pra Folia de Reis, chamo vô e chamo tio
Na Folia de Reis, vou vivendo por um fio
Ô lê lê, lá vem batuque, pra congada começar
Angorô, vira menino! Angorô, não vou virar!



Não é fácil emergir nesse contraste
Benevuto, a maldade, não quer me ver sorrir
No refúgio desses becos e vielas
De mãos dadas com Sabela
Eu só quero ser feliz
O Rio que me acolheu me ensinou também a florir
Vi muita gente de lá no rosto negro do povo daqui
Sou eu quem dá voz à caneta que silencia o fuzil
Me torno imortal no Livro Brasil
Malungo! Que Negro-Estrela possa ser reconhecido
Sem o choro de um futuro interrompido
Por todo preto, escreviver!
A gente combinamos de não morrer!
Combinamos de não morrer!


Chamei Maria, preta velha jongueira
Vovó Joana, pra benzer Madureira
Busquei Ivone pra matar essa saudade
O negro é raiz da liberdade!
É Kizomba de preta literatura!
É escrita sem censura no Império a florescer!
Casa de Preto também é Academia
Serrinha, ponciá Yalodê!´´
A coluna agradece ao convite nos feito pela própria homenageada a imortal Conceição Evaristo, que participou ativamente de todos os momentos de preparação da escola antes de seu desfile oficial, mesmo sob chuvas, ficando em pé. Como o baluarte Bruno Tetê nos disse acima…´´uma verdadeira matriarca..´´
