por Zeca Santos; Antônio Correa; Altair Prado; Sebastião Neto
O Baile dos passistas é feito por passistas pra passistas. Criado e organizado pela APASB( Associação dos Passistas do Brasil- Ciro do Agogô).
A APASB, foi formada por passistas, que ainda são ativos na arte do riscado e que juntos estão conseguindo viabilizar perante órgãos oficiais a regularização da profissão de passista e também a valorização do riscado como um tipo de dança. Seguindo os passos de Ciro do Agogô.
A saber que Ciro do Agogô ou Ciro Ribeiro Júnior, foi um dos mais expressivos defensores dos passistas no Carnaval. Atuou na Unidos de Vila Isabel, Lins Imperial, Unidos da Tijuca e na Estação Primeira de Mangueira fazia parte da bateria, onde criou o agogô de 10 bocas, e terminou como baluarte tanto na Vila Isabel bem como na Estação Primeira.
O baile dos Passistas, chegou a sua 7*edição e ocorreu no solo sagrado do Terreirão do Samba.
O Terreirão do Samba surgiu no cenário da Cidade Maravilhosa como um símbolo da cultura afro-brasileira que se desenvolveu no centro da cidade, que fazia limites com o Cais do Porto e a Cidade Nova. Uma área cuja ocupação – incluindo o Morro da Providência (a primeira favela do Rio de Janeiro ) e o Morro da Conceição. Com uma grande migração de famílias negras vindas da Bahia (bantos e yorubás). Esse ambiente foi batizado por Heitor dos Prazeres(que fora homenageado no carnaval de 2026 pela Vila Isabel) como a “Pequena África” .A proposta de criação do Terreirão do Samba se baseou no fato de que era necessário criar um espaço alternativo, mas digno, para o sambista (desde os já consagrados até os mais jovens) apresentar a sua arte.
O baile como o próprio nome diz é dos passistas, é uma reunião de todos os passistas de todas as agremiações de todas as séries ouro, prata, bronze e do grupo especial, onde ocorrem apresentações, troca de informações, homenagens. Nessa edição a grande homenageada foi a baluarte da Beija-Flor de Nilópolis a passista, eterna rainha de bateria Soninha Capeto.
Sônia Maria Regina da Silva, vulgo Soninha Capeta lendária passista que atuou a frente da Bateria Soberana(bateria da Beija-Flor de Nilópolis) por 20 anos, até que passou a faixa para outra menina da comunidade Raíssa em 2003.
Soninha, começou ainda na geração que tinha que pensar até na fantasia e usavam material que sobravam dos figurinos usados pelas baianas. Renda e lantejoulas, bordavam seus biquinis. Ainda não existia paetês, penas, strass e mais recursos atuais. Uma época onde as comunidades escolhiam suas passistas entre mestiças, negras e retintas. Não se pagava para estar ali. Uma época que existiam as Mulatas do Sargentelli e o troféu Mulata do Góes (concedida pelo jornalista Ancelmo Goes).
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A principal característica do Baile dos Passistas é valorização da ancestralidade do riscado, esse ato é representado pela eleição da Corte Real de Passista Sênior, feita pela diretoria da APASB e seus conselheiros. Fazem parte da diretoria da APASB: Dhu Costa(passista da Estação Primeira), Aldione Senna(passista decana, vencedora de 2 Estandartes de Ouro e diretora da ala Relíquias do Samba na Império de Brás de Pina), Nilce Fram(VP da Portela, passista decana e diretora da ala de passista da Portela), Bruno Tete(passista decano, ex diretor da ala de passista do Império Serrano, coordenador do Prêmio Machine, baloarte do Império Serrano) e Milton Cunha como presidente de honra. Além dos conselheiros: Laiza Bastos(passista e integrante de comissão de frente, ganhadora de Estandarte de Ouro), George Louzada(passista e diretor da ala de passista da Mocidade Independente de Padre Miguel e Parque do Acarí), Viviane de Assis( passista da Viradouro e coordenaddora da Embaixadores da Alegria),entre outros.
Evento contou com diversas apresentações de diversas alas de passistas e além das coroações da nova Corte Senior APASB. Rei Odimar (passista decano da Estácio de Sá), Rainha Aninha Malandro(embaixadora do International Samba Congress, filha de baluartes de Mangueira), Princesa Katia Suzuki(passista decana pela Vila Isabel, madrinha da Império de Brás de Pina ).










Como a homenageada do evento foi a Soninha Capeta, da Beija-Flor, todas as agremiações começaram suas apresentações homenageando um samba campeão da Beija-Flor e logo em seguida apresentava o samba da sua agremiação para o carnaval 2026.



E olha nem com o descontentamento de São Pedro, que desandou a chorar no dia do baile, não assustou o publico que se escondia em cada marquise que encontrava.
Todas as fotos usadas nessa matéria são do fotógrafo e nosso editor Zeca Santos e as imagens do cinegrafista Daniel Azevedo.












O baile dos passistas tem o objetivo a união do segmento passista, sem pretender causar disputas de ego.
Estamos vivendo tempos de apagamento e invisibilidades dos reais donos da dança do samba, PASSISTAS. E não tem dinheiro que pague esse dom, desse molejo, do miudinho do malandro, do requebro da cabrocha.



Com a união dos passistas se mantém viva a chama da paixão pelo samba no pé.



A coluna agradece ao convite e credenciamento nos feito pela produção na pessoa de Elisa Nega Chic e Bruno Tetê.









Enfim a grande homenageada do VII Baile dos Passistas, Soninha Capeta, a sábia rainha. Muitos Aplausos!
