Mangueira ensaia na R.Visconde de Niteroi

por Zeca Santos; Antônio Correa

Fomos ao ensaio de rua da Estação Primeira de Mangueira, na própria rua da quadra, sendo a concentração diante da estação de trem/metrô do Maracanã. E o ensaio sobe em direção a quadra da escola.

A escola trará para avenida um enredo histórico sobre um cafuzo o Mestre Sacacá, que utillizou sua sabedoria sobre ervas medicinais na região do Amapá(local de sua origem) curando diversas pessoas. Como nos explicou acima, bem didaticamente, o historiador mangueirense que também é um quadrilheiro, Márcio Perrotta. Afinal os enredos são verdadeiras aulas de história. A saber cafuzo é descendente da relação entre negro e indígena.

O bom do ensaio de rua que se tem acesso mais fácil aos desfilantes, eles estão mais tranquilos(sem o nervossísmo dos ensaios oficiais) e podemos conhecer diversos foliões além das estrelas da escola.

Mestre Sacacá, direto do interior do Amapá para o mundo, um total desconhecido para nós do sudeste. Xamã, curandeiro, um médico de respeito. Um personagem de muito valor para a história da nossa medicina.

Como o nosso historiador, Sr.Perrotta, nos falou acima ao explicar o enredo sobre o Amapá, vamos conhecer um pouco desse estado da região Norte Amazônico.

Amapá é um estado no norte do Brasil que faz fronteira com o Suriname, a Guiana Francesa e o Oceano Atlântico. A floresta amazónica abrange uma grande parte da sua área e o rio Oiapoque faz parte da sua fronteira a norte. No sul, a capital, Macapá faz fronteira com o estado do Pará. No folclore amapaense encontramos um dança chamada Marabaixo; Mais do que uma dança, o marabaixo é uma manifestação cultural afro-amapaense que combina dança de roda, canto(ladainhas) e percussão(caixas de marabá), celebrando a identidade negra, a resistência e a fé católica, com rituais que envolvem o Divino Espírito Santo e a Santíssima Trindade. Que mistura música, fé e resistência. E também é Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. As letras são chamadas de “ladrões”, versos improvisados que falam do cotidiano, da devoção e da ancestralidade. E o máximo, foi saber que dentro da bateria de Mangueira estará um tradicional grupo de caixeros.E nossa editoria conversou com eles.

A saber que em Macapá, capital do estado do Amapá, existe o Museu Mestre Sacacá, que nos apresenta toda a história do nosso Xamã, curandeiro e médico.

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Mestre Sacaca do Encanto Tucuju – O Guardião da Amazônia Negra´´

Finquei minha raiz
No extremo norte onde começa o meu país
As folhas secas me guiaram ao Turé
Pintada em verde-e-rosa, jenipapo e urucum
Árvore-mulher, Mangueira quase centenária
Uma nação incorporada

Herdeira quilombola, descendente Palikur
Regateando o Amazonas no transe do caxixi
Corre água, jorra a vida do Oiapoque ao Jari

Çai Erê, Babalaô, Mestre Sacaca
Çai Erê, Babalaô, Mestre Sacaca
Te invoco do meio do mundo pra dentro da mata
Te invoco do meio do mundo pra dentro da mata

Salve o curandeiro, doutor da floresta
Preto Velho, saravá
Macera folha, casca e erva
Engarrafa a cura, vem alumiar
Defuma folha, casca e erva, saravá

Negro na marcação do marabaixo
Firma o corpo no compasso
Com ladrões e ladainhas que ecoam dos porões
Ergo e consagro o meu manto

Às bençãos do Espírito Santo e São José de Macapá
Sou gira, batuque e dançadeira (Areia)
A mão de couro do amassador
Encantaria de benzedeira que a Amazônia negra eternizou

No barro, fruto e madeira, história viva de pé
Quilombo, favela e aldeia na fé

Yá, Benedita de Oliveira, mãe do Morro de Mangueira
Abençoe o jeito Tucuju
Yá, Benedita de Oliveira, mãe do Morro de Mangueira
Abençoe o jeito Tucuju

A magia do meu tambor te encantou no Jequitibá
Chamei o povo daqui, juntei o povo de lá
Na Estação Primeira do Amapá
´´.

O samba foi escrito a 6 mãos : Pedro Terra ; Tomaz Miranda ; Joãozinho Gomes ; Paulo César Feital ; Herval Neto ; Igor Leal.

Todas as fotos usadas nessa matéria são do fotógrafo e nosso editor Zeca Santos e as imagens do cinegrafista Daniel Azevedo.

Alguns integrantes da Mangueira do Amanhã, que tem como presidente a Rainha Evelyn Bastos, integram varias alas da escola.Foi o que observamos ao longo do ensaio.

Um ensaio muito bem organizado, uma comunidade totalmente envolvida, um trajeto que requer um bom preparo físico, pois tem um pedaço de subida.

A saber que a Rua Visconde de Niterói, logradouro importante do bairro da Mangueira, que já fora reduto de diversas indústrias e fábricas. O morro da Mangueira já era densamente populoso nessa época(anos 60), sendo uma das mais antigas comunidades da cidade.

Falar de Mangueira é falar de um pedaço da história do Brasil e da Guanabara. O atual Morro da Mangueira, já fora chamado de morro do Telégrafo(em 1852). O atual Morro da Mangueira é formado por pequenos núcleos populacionais como Pendura Saia, Santo Antônio, Chalé, Faria, Buraco Quente, Curva da Cobra, Olaria, Candelária e Telégrafo.

O morro começou a ser ocupado por comunidades negras no final do século XIX, após a abolição da escravatura, com antigos escravos e trabalhadores do Palácio Imperial buscando moradia, e o nome popularizou-se devido à presença de mangueiras e uma fábrica de chapéus, com a estação de trem oficializada em 1889, consolidando o nome. 

Então vamos ao ensaio.

A coluna agradece ao convite nos feito pela Rainha Evelyn Bastos. Parabeniza a escola pela organização e muitos aplausos a comunidade.

Muito bem entrosados o primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira, e a comissão de frente bem animada e muito bem coreografada.

Muitas alas coreografadas, isso tem acontecido em todas as escolas acabando um pouco a alegria dos foliões.

A bateria foi um show a parte, belíssima integração da bateria com os caxeiros de Marabá, uma coreografia que envolve a Rainha. Muito bem orquestrada. Muitos aplausos.

Passamos por todos os segmentos e constatamos que em todos eles os foliões estavam com samba na ponta da língua. Aplausos a comunidade.

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